Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2006
De repente um tiro.
noitee.jpg

De repente um tiro. Toda a coluna sofre uma modificação. Os carros da frente forçam a subida, acelerando. Os que ainda vão a descer param. Toda a gente salta para as valetas da estrada. Após o tiro, subitamente, cai um silêncio de morte.
Um silêncio profundo que deixa ouvir a respiração ofegante de toda a gente.
Os minutos passam. O silêncio continua profundo, absorvente. Sómente acompanhado pelos outros silêncios que vêm das matas, do capim. Nesse silêncio, se uma folha caísse poder-se-ia escutar o seu ruído.
Ao silêncio dos homens responde o da Natureza. Continuam passando os minutos, até que o comandante da coluna manda avançar, para reconhecimento, uma secção. Os homens levantam-se, calmamente, vagarosamente, com cuidado. Mas decididamente. Penetram na mata. O silêncio só foi quebrado por esse movimento de homens, armas aperradas, prontos a fazerem fogo.
Cerca de meia hora depois, ei-los de volta. Sem nada terem visto. Suados, calmos, conscientes do dever cumprido. Ainda hoje não se sabe qual a origem do tiro.



publicado por fercobanco às 02:24
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